Promotores franceses pediram na quarta-feira que juízes votem por mandar o ex-presidente Nicolas Sarkozy para a prisão, desta vez por sete anos, e que o multem em 300 mil euros (US$ 330 mil), por acusações de que o falecido líder líbio Muammar Gaddafi teria financiado secretamente sua bem-sucedida campanha presidencial de 2007.

Sarkozy, de 71 anos, foi condenado em setembro de 2025 a cinco anos por conspiração criminosa, tornando-se o primeiro ex-presidente francês na história moderna a ser preso.

Ele cumpriu 20 dias na prisão de La Santé, em Paris, antes de ser libertado em novembro sob vigilância judicial. Ele recorreu e os promotores também apelaram, buscando recuperar acusações das quais ele havia sido absolvido no julgamento e impor uma pena mais longa. O julgamento do recurso vai até o início de junho, com veredicto esperado para 30 de novembro.

O ex-presidente enfrentou vários casos de corrupção nos últimos anos, mas o caso da Líbia tem, de longe, o maior peso político e simbólico, ao alegar que uma ditadura estrangeira ajudou a levar um presidente francês ao poder.

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A acusação pediu aos três juízes que analisam o recurso que considerem Sarkozy culpado de corrupção, financiamento ilegal de campanha e ocultação de desvio de recursos públicos líbios – três acusações das quais ele foi absolvido no primeiro julgamento. Um pedido separado prevê que ele seja proibido de exercer cargo público por cinco anos.

O advogado de Sarkozy, Christophe Ingrain, disse a repórteres após a audiência que o pedido do Ministério Público é “estritamente idêntico” ao que promotores financeiros haviam solicitado sem sucesso no primeiro julgamento. “Não há dinheiro líbio na campanha dele, no patrimônio dele”, afirmou. “Nicolas Sarkozy é inocente, e nós vamos demonstrar isso em quinze dias.”

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

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