Renan Filho afirmou também que quem leiloa ativos rodoviários mais baratos no Brasil é a União. “O Estado de São Paulo e de Minas Gerais, que fazem concessão também, leiloam mais caro do que a União. Então eu acho que essa comparação é importante para o cidadão”, argumentou. “No nosso modelo, por exemplo, o vencedor não paga a outorga, a outorga vira tarifa. Aqui em São Paulo, entre aspas, a outorga é uma venda na rodovia”, comparou.
Em relação à ferrovias, o ministro se manifestou sobre o projeto polêmico da Ferrogrão, que está travado no Supremo Tribunal Federal (STF), mas que deve receber autorização da Suprema Corte entre o final deste ano e o início do ano que vem. “O caso está no Supremo há um tempo, mas agora teve dois votos favoráveis ao andamento do projeto e a gente espera que isso avance porque todos os projetos de infraestrutura, fazendo uma ressalva que cada um tem seu tempo próprio, eles precisam avançar”, disse.
Ele ressaltou que o momento é de grande importância porque, “diferentemente do passado, o Brasil Central tem carga, muita e pesada e que precisa ser escoada”.
O ministro enfatizou ainda que o Brasil exporta hoje pelas ferrovias aproximadamente 18% daquilo que produz e que a ideia é chegar a 35% até entre 2035 a 2040.

