Nesta sexta-feira, a médica especializada em longevidade e reposição hormonal, dra. Rebeca Filgueiras, concedeu entrevista ao BC TV para os jornalistas Germano Oliveira e Camila Srougi.
Durante a conversa, a especialista abordou os impactos da terapia hormonal na saúde, desmistificou modismos e reforçou a importância do acompanhamento médico adequado.
A dra. Filgueiras enfatizou que a reposição hormonal deve ser realizada com base em evidências científicas e não por tendências passageiras. “Não existe reposição hormonal da moda. Reposição hormonal é feita para quem precisa fazer reposição hormonal. Sempre o nosso olhar médico é para tratar”, afirmou.
Ela destacou que os hormônios desempenham um papel fundamental na qualidade de vida dos pacientes, indo além da estética. “Não é o que faz você querer ficar bonita, é o que faz você ter interesse pela vida. É o que faz você querer crescer na carreira”, explicou, reforçando que o equilíbrio hormonal pode influenciar diretamente o bem-estar e a motivação pessoal.
Mudanças hormonais e a necessidade de reposição precoce
A médica chamou atenção para mudanças nos padrões hormonais ao longo das décadas e como isso impacta a necessidade de reposição. “Muitos anos atrás, homens e mulheres tinham níveis hormonais normais até os 45 anos, às vezes até mais. Mas, hoje, estudos sérios e renomados mostram que, aos 35 ou até mesmo aos 30 anos, algumas pessoas já precisam fazer reposição hormonal”, explicou.
Segundo Filgueiras, fatores como alimentação inadequada e estilo de vida moderno contribuem para a queda precoce dos níveis hormonais. “Tem um monte de coisa que mudou na vida de todos e que reflete diretamente na nossa produção hormonal”, alertou.
O impacto da reposição hormonal na longevidade
A especialista também abordou os benefícios da reposição hormonal na longevidade e na prevenção de doenças. Segundo ela, estudos científicos indicam que homens que realizam reposição de testosterona têm menor risco de desenvolver câncer e, caso tenham a doença, apresentam menor agressividade e probabilidade de metástase.
Além disso, Filgueiras explicou que a reposição hormonal pode ser necessária em diferentes fases da vida, inclusive na infância, em casos específicos. “Crianças fazem reposição de GH porque têm problemas de crescimento e deficiência desse hormônio. Esse é um excelente exemplo de como a reposição hormonal deve ser feita com base em necessidade médica”, esclareceu.
Reposição hormonal e o “chip da beleza”
A médica também comentou sobre o chamado “chip da beleza”, que ganhou popularidade nos últimos anos. “Reposição hormonal deve ser feita de maneira séria e correta. Nunca pode estar vinculada apenas a questões estéticas, e no Brasil isso é regulamentado para controle”, afirmou.
Ela reforçou que o objetivo da reposição hormonal é tratar deficiências hormonais diagnosticadas por exames médicos e não apenas melhorar a aparência. “Quando você faz tudo isso junto, com uma reposição bem orientada e acompanhada de perto, você tem um bônus de ficar um pouco mais bonito. Mas isso é uma consequência, não o objetivo principal”, explicou.
A importância do acompanhamento médico
Por fim, Filgueiras ressaltou que a reposição hormonal deve ser realizada com acompanhamento médico adequado para garantir segurança e eficácia. “O conceito básico para se repor qualquer hormônio ou vitamina é ter uma deficiência comprovada. A reposição hormonal bem acompanhada só traz benefícios”, concluiu.
A entrevista trouxe reflexões importantes sobre a reposição hormonal, reforçando que o acompanhamento médico adequado é essencial para garantir benefícios reais e segurança ao paciente.
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