A China, segunda maior potência econômica do mundo, anunciou nesta terça-feira (4), a aplicação de tarifas adicionais de 10% a 15% sobre diversos produtos alimentícios importados dos Estados Unidos, incluindo soja, trigo e frango.
Essa medida representa uma resposta direta às tarifas previamente impostas pelos americanos, intensificando ainda mais a atual guerra comercial entre as duas potências.
As novas tarifas entram em vigor em 10 de março, abrangendo uma taxa de 15% sobre produtos como frango, trigo, milho e algodão, enquanto itens como sorgo, soja, carne suína, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%. O Ministério das Finanças da China confirmou as porcentagens, destacando a amplitude da medida.
Além disso, como parte da retaliação, a China adicionou 10 empresas americanas à lista de entidades não confiáveis, ao mesmo tempo que impôs restrições a outras 15 companhias. Essas ações têm um impacto significativo, particularmente nas exportações agrícolas americanas, afetando especialmente os agricultores dos EUA. A soja, uma das principais commodities exportadas, registrou uma queda de aproximadamente 0,6% nos contratos futuros na bolsa de Chicago, refletindo a crescente preocupação do setor.
Embora as tensões atuais sejam menos graves do que a primeira fase da guerra comercial, ocorrida entre 2018 e 2019, a relação comercial entre os dois países segue se deteriorando. Além das tarifas, o governo chinês também anunciou a proibição da importação de máquinas de sequenciamento genético da empresa Illumina, além de divulgar um documento oficial sobre o controle da produção de fentanil.
Em outro movimento, a Administração Geral das Alfândegas da China suspendeu imediatamente as importações de toras provenientes dos Estados Unidos, citando preocupações sanitárias. Segundo a Agência Nova China (Xinhua), pragas de quarentena, como besouros de casca e de chifres longos, foram detectadas em toras americanas. A medida visa proteger a agricultura e o ecossistema chinês.
Além disso, a alfândega suspendeu as importações de soja de três empresas norte-americanas após encontrar cravagem e agentes de revestimento de sementes no produto. As empresas afetadas são a CHS Inc., Louis Dreyfus Company Grains Merchandising LLC e EGT, LLC. Essa decisão, segundo a Xinhua, foi tomada para garantir a segurança alimentar e segue regulamentos nacionais e internacionais, incluindo os da Organização Mundial do Comércio.


