O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo Donald Trump está “pronto para abrir um novo capítulo” na relação com Cuba e ofereceu uma “nova parceria” diretamente ao povo cubano, sem intermediação do governo da ilha. Em discurso direcionado aos cubanos publicado em espanhol no X, Rubio atribuiu a crise econômica e energética do país à elite militar que controla a economia local.

Segundo Rubio, os apagões, a escassez de combustíveis e a falta de alimentos não decorrem do embargo americano, mas da atuação do Grupo de Administração Empresarial SA (Gaesa), conglomerado empresarial ligado às Forças Armadas cubanas. “Hoje, Cuba não é controlada por nenhuma revolução. Cuba é controlada pela Gaesa, um Estado dentro do Estado”, afirmou.

O secretário acusou a companhia, fundada há 30 anos por Raúl Castro, de controlar cerca de 70% da economia cubana e possuir US$ 18 bilhões em ativos. Rubio pontuou que a elite dirigente desvia recursos públicos para hotéis, negócios privados e luxo no exterior, enquanto a população enfrenta dificuldades diárias.

Rubio afirmou que Trump propõe uma “nova relação entre Estados Unidos e Cuba”, mas ressaltou que ela “tem de ser diretamente com o povo cubano, não com a Gaesa”. Como parte da iniciativa, anunciou a oferta de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos, que, segundo ele, deverão ser distribuídos por entidades independentes, como a Igreja Católica, para evitar controle estatal.

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O secretário também defendeu uma abertura econômica e política em Cuba, citando a possibilidade de cidadãos comuns serem donos de empresas, bancos, veículos de comunicação e participarem de eleições livres. “Estamos prontos para abrir um novo capítulo na relação entre nossos povos e nossos países”, declarou.

Rubio acrescentou que “a única coisa que atualmente impede um futuro melhor são aqueles que controlam o país”.

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