Bolsonaro
Prisão: reações. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou uma série de reações no Brasil e no exterior. A defesa de Bolsonaro classificou a medida como “surpreendente”, afirmando que o ex-presidente tem cumprido rigorosamente as determinações judiciais. Os advogados argumentam que suas aparições públicas, como discursos e entrevistas, foram autorizadas em decisão anterior do próprio ministro. A decisão só será levada à Primeira Turma do STF se a defesa recorrer.
Vitimização: Análises internas sugerem que a estratégia de Bolsonaro pode ser a de se colocar como vítima. O cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia que a prisão domiciliar cria uma espécie de “armadilha populista” para o Judiciário. A pesquisa Genial/Quaest mostrou forte polarização no debate online, com 53% das publicações favoráveis à prisão domiciliar e 47% contrárias.
Ataques no ar: Em uma manifestação polêmica, seis horas antes de a ordem de prisão domiciliar ser cumprida, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), autoexilado nos Estados Unidos, publicou um vídeo no YouTube de quase duas horas em que chamou o ministro Alexandre de Moraes de “ditador narcisista” e “ignorante”, além de sugerir que ele toma remédios controlados.
Tarcísio: apoia Bolsonaro: Outras reações vieram de políticos brasileiros. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a prisão como “um absurdo” e acusou a Corte de ameaçar a democracia. A ministra de Assuntos Institucionais, Gleisi Hoffmann, alertou para ameaças à democracia brasileira vindas de forças internas e externas, acusando-as de provocar ataques de um governo estrangeiro à soberania nacional. A decisão de Moraes também acirrou os ânimos de parlamentares da oposição no Congresso, que agora pressionam por medidas enérgicas contra o STF.
Todos os presidentes presos: Com a prisão domiciliar, Jair Bolsonaro se tornou o quarto ex-presidente do Brasil a ser preso desde a redemocratização, em 1985, juntando-se a Fernando Collor de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer.
Ataque dos EUA. A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro gerou uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O governo dos EUA, por meio do Departamento de Estado, condenou a decisão de Moraes e impôs sanções contra o ministro e outros membros do Judiciário brasileiro. Em nota oficial, os EUA acusaram Moraes de “usar instituições para silenciar a oposição”. O governo de Donald Trump, por meio do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, já havia chamado Moraes de “violador de direitos humanos”.
Ditadura judicial: O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, também criticou duramente a decisão. “Os impulsos orwellianos desenfreados do ministro [Alexandre de Moraes] estão arrastando sua Corte e seu país para o território desconhecido de uma ditadura judicial”, declarou.
Financial Times: A decisão de Moraes foi tomada após o governo de Donald Trump impor tarifas comerciais pesadas contra o Brasil, exigindo o fim dos processos criminais contra Bolsonaro. Segundo o jornal britânico Financial Times, a decisão do ministro “desafia a exigência de Donald Trump” de que o Brasil encerre o julgamento do ex-presidente. A imprensa internacional, incluindo veículos como The New York Times, BBC, Reuters e Le Monde, deu grande destaque ao caso, com análises que mencionam uma possível “guerra comercial repentina” e uma “escalada no confronto”.
Reações: No Brasil, a prisão domiciliar de Bolsonaro provocou reações distintas no governo, com uma ala celebrando a decisão como uma vitória institucional e outra preocupada com os reflexos nas relações comerciais e políticas com Washington. A decisão aconteceu em meio a um momento delicado na relação entre o governo de Lula e Donald Trump.
Gleisi. Os ataques ao STF e ao governo são ameaças à democracia
No encontro do Conselhão, ministra afirmou que ações visam atingir a soberania nacional para salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro e colocar o país à mercê dos interesses internacionais
Segurança e Polícia
100 kg de ouro: A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Roraima realizou a maior apreensão de ouro da história da corporação. Durante uma abordagem a uma caminhonete em Boa Vista, foram encontrados 103 kg do minério, avaliados em R$ 61 milhões. O motorista, de 30 anos, foi preso em flagrante.
Remédio falso: A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação de grande porte contra uma organização criminosa especializada na falsificação de medicamentos, incluindo anabolizantes e emagrecedores. A ação resultou no cumprimento de 85 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão em 11 estados.
Economia
Tarifaço: O governo brasileiro tomou medidas para contestar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Uma resolução publicada no Diário Oficial da União autorizou o Ministério das Relações Exteriores a acionar o mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também preside a Câmara de Comércio Exterior (Camex), já havia antecipado a decisão.
Ata do Copom: O Banco Central (BC) expressou preocupação com o impacto da política tarifária dos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC aponta que o cenário se tornou mais incerto, com impactos setoriais significativos, e que está monitorando a influência na inflação interna.
Previdência: reforma: A discussão sobre o futuro da Previdência Social voltou à tona. O secretário Rogério Ceron afirmou que o Brasil precisa enfrentar o debate de uma reforma “estrutural” nos próximos dez anos para evitar um colapso financeiro a longo prazo.
Pix: privatização, não! O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garantiu que o Pix não será privatizado. Segundo ele, o sistema é gratuito, funciona 24 horas por dia e não deve ser entregue à pressão de empresas multinacionais.


