A Romênia é o país da União Europeia (UE) mais afetado pelo sarampo, segundo autoridade sanitária do continente. No ano passado, os casos de sarampo aumentaram quase 10 vezes em relação a 2023.
Em março de 2025, foram notificados 1.097 casos, dos quais 809 foram confirmados como infecções de sarampo, de acordo com o relatório mensal do Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC). A Romênia registou o maior número de casos de sarampo na UE, com 397 pessoas com a doença.
Por outro lado, pelo menos nove países da UE não notificaram um único caso de sarampo. Em março deste ano, França foi o único país a notificar um óbito devido ao sarampo. Já durante o ano de 2024, a União Europeia e o Espaço Econômico Europeu diagnosticaram mais de 35 mil pessoas com sarampo e 23 pessoas morreram da doença. Mais de um quarto das pessoas diagnosticadas com sarampo em 2024 tinham mais de 14 anos de idade.
O sarampo é uma das doenças mais infecciosas do mundo e é transmitido por um vírus transportado pelo ar.
Normalmente, infecta o sistema respiratório e causa sintomas como febre, tosse, corrimento nasal e erupção cutânea.
Em casos graves, o sarampo pode causar pneumonia, encefalite, desidratação e cegueira.
De acordo com os dados da autoridade sanitária europeia, entre 2020 e 2025, o pico foi em março de 2024 com quase 3.967 casos registrados.
Para evitar surtos de sarampo e proteger as populações vulneráveis, pelo menos 95% da população elegível para vacinação deve receber duas doses da vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola.
Apenas a Hungria, Malta, Eslováquia e Portugal registraram a cobertura necessária de ambas as doses.
Os restantes níveis de vacinação na Europa ainda não atingiram este objetivo.
“Cada dose de vacina conta e o momento certo é importante para uma proteção ótima”, afirma Pamela Rendi-Wagner, diretora da autoridade sanitária.




