O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) alcançou nesta segunda-feira (9) o número mínimo de apoios para protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no episódio envolvendo o Banco Master.
Até esta tarde, havia 29 assinaturas — duas acima do necessário — e o parlamentar afirmou que pretende ampliar o apoio antes de formalizar o pedido.
Segundo Vieira, a CPI busca esclarecer supostas irregularidades relacionadas à relação dos ministros com o banco, alvo de denúncias de favorecimento em decisões judiciais. “Sem condenação antecipada, mas com firmeza, vamos realizar uma investigação necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, disse o senador.
A iniciativa é liderada pela oposição. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi o 29º a assinar, após cobranças nas redes sociais. Outros parlamentares da base governista ainda avaliam se aderem ao movimento, que pode ampliar o alcance político da investigação.
Se protocolada, a CPI será instalada no Senado, com poderes para convocar autoridades, requisitar documentos e ouvir testemunhas. O caso se soma a uma série de embates recentes entre o Legislativo e o Judiciário, que incluem pedidos de impeachment contra ministros do STF. Este será o décimo pedido protocolado em 2026, todos ainda pendentes de análise.
A decisão sobre a abertura caberá ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem adotado postura cautelosa em relação a iniciativas contra o Supremo. Pacheco já arquivou pedidos anteriores, alegando falta de fundamento jurídico ou caráter político das solicitações.
O episódio reforça a tensão entre setores do Congresso e o STF, em um ano marcado por disputas institucionais e pela tentativa da oposição de ampliar sua influência sobre temas de alta repercussão. Caso avance, a CPI poderá se tornar mais um palco de confronto entre os Poderes.





