Flávio Dino, que teve pedido de impedimento negado pela Corte. (Foto STF)


O Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento à arguição de impedimento do ministro Flávio Dino, apresentada pela defesa de um dos investigados na Operação Lesa Pátria.

A decisão foi tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Primeira Turma do STF.

A arguição de impedimento alegava que o ministro Flávio Dino, quando ministro da Justiça, teria atuado de forma parcial na gestão da crise decorrente dos eventos de 8 de janeiro de 2023, o que comprometeria sua imparcialidade como julgador.

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No entanto, o ministro Luís Roberto Barroso entendeu que a arguição de impedimento foi apresentada fora do prazo regimental de 5 dias após a distribuição, conforme estabelece o art. 279 do Regimento Interno do STF.

Além disso, o ministro Barroso também destacou que, mesmo que a arguição tivesse sido apresentada dentro do prazo, não haveria elementos suficientes para demonstrar a parcialidade do ministro Flávio Dino.

A decisão foi baseada na jurisprudência do STF, que estabelece que o reconhecimento do impedimento ou da suspeição pressupõe demonstração clara, objetiva e específica da parcialidade.

A defesa do investigado alegou que o ministro Flávio Dino teria atuado de forma parcial na gestão da crise decorrente dos eventos de 8 de janeiro de 2023, o que comprometeria sua imparcialidade como julgador. No entanto, o ministro Luís Roberto Barroso entendeu que essa alegação não é suficiente para demonstrar a parcialidade do ministro Flávio Dino.

O ministro Barroso também destacou que o ministro Flávio Dino não teve participação direta nas investigações ou no processo, e que sua atuação como ministro da Justiça não compromete sua imparcialidade como julgador.

Com base nessa análise, o ministro Luís Roberto Barroso negou seguimento à arguição de impedimento, conforme estabelece o art. 280 do Regimento Interno do STF.

A decisão foi tomada com base na jurisprudência do STF, que estabelece que o reconhecimento do impedimento ou da suspeição pressupõe demonstração clara, objetiva e específica da parcialidade do julgador.

O caso agora segue para julgamento pelo STF, que decidirá se o investigado será ou não condenado.

A Operação Lesa Pátria é uma investigação que apura a participação de várias pessoas em atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O caso é considerado um dos mais importantes da história recente do Brasil.

Veja na integra os documentos: