O “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira, 6 de agosto, afetando 3.864 produtos de exportação.
A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, aplica uma tarifa de 50%, tornando as mercadorias brasileiras mais caras e menos competitivas no mercado americano.
A nova taxa é o resultado da soma da tarifa de 10% já existente com um acréscimo de 40%, em uma ação que Washington justifica como pressão política contra o Brasil. Segundo a Casa Branca, a decisão está relacionada a processos judiciais no Brasil contra o ex-presidente
Jair Bolsonaro e empresas de tecnologia norte-americanas.
Os setores mais afetados são os de carnes, café, calçados e madeira, que representam uma parte significativa das exportações do Brasil para os EUA.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) estima que cerca de 36% das vendas para os americanos serão impactadas.
O governo americano, no entanto, divulgou uma lista de exceções que isenta aproximadamente 700 produtos. Itens como aeronaves da Embraer, suco de laranja, celulose e minérios não serão taxados.
Analistas do mercado preveem que, mesmo com as exceções, o tarifaço terá um impacto negativo na economia brasileira.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima que a medida pode levar a uma redução de R$ 25,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do país e à perda de mais de 147 mil empregos.
Diante da medida, o governo brasileiro, em vez de retaliar, optou por uma abordagem diplomática. O objetivo é negociar com o governo dos EUA e buscar novos mercados para os produtos afetados, minimizando assim os danos à economia nacional.


