Relator do processo na Corte de Contas afirma que não houve omissão do Banco Central na liquidação do Master, mas quer que o caso vá ao plenário - (crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado)


O ministro Jhonatan de Jesus, do TCU (Tribunal de Contas da União), determinou nesta terça-feira (24) a suspensão do processo que investiga a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master.

A decisão paralisa o andamento da ação até que surjam novos “elementos oficiais” de outras investigações em curso. Apesar da pausa, o tribunal manteve a autoridade monetária sob vigilância.

O que aconteceu

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  • Suspensão estratégica: O ministro decidiu aguardar o desfecho de apurações paralelas no próprio BC, na CGU (Controladoria-Geral da União) e no STF (Supremo Tribunal Federal) antes de dar um veredito final.
  • Sigilo em xeque: Jhonatan de Jesus solicitou que a área técnica do TCU reavalie o sigilo do processo. O objetivo é permitir que a sociedade acompanhe o caso, desde que não prejudique as investigações.
  • Parecer técnico: Antes da suspensão, auditores do TCU já haviam concluído que não houve omissão ou negligência por parte do Banco Central no caso. A área técnica chegou a sugerir o arquivamento do processo.

Por que isso é importante

A investigação foca em possíveis irregularidades ou falta de rigor do Banco Central durante o processo de liquidação e saneamento do Banco Master. O caso envolve cifras bilionárias e o papel fiscalizador da autoridade monetária no sistema financeiro nacional.

Próximos passos

O processo ficará “congelado” na Secretaria-Geral de Controle Externo (Segex). O tribunal agora aguarda o compartilhamento de provas de outros órgãos para decidir se arquiva a investigação — como quer a área técnica — ou se dá continuidade à punição de eventuais falhas.