Foram identificados “desvios significativos e recorrentes” entre os resultados efetivamente apurados e as projeções anteriormente realizadas para fixação das metas fiscais do Programa de Dispêndios Globais (PDF) ou para avaliações bimestrais. O PDG é a peça orçamentária das empresas estatais federais não dependentes.
Nesta quarta-feira, o TCU deu ciência sobre as potenciais irregularidades à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Regimentalmente “dar ciência” não tem o mesmo peso de uma determinação expressa, mas, na prática, provoca obrigação da parte fiscalizada.
O TCU votou nesta quarta o processo regular de acompanhamento dos resultados fiscais e as execuções orçamentária e financeira da União. Um dos apontamentos foi que o déficit primário projetado na avaliação para o Programa de Dispêndios Globais (PDG) das estatais superou os montantes estipulados na LDO 2025 e afetou a execução da Lei Orçamentária Anual de 2025 (LOA 2025).

