Simone Tebet | Foto: Agência Brasil


Simone Tebet oficializou neste sábado, 21, sua saída do MDB, partido ao qual esteve filiada por 26 anos, e assinou filiação ao PSB. A decisão abre caminho para que ela dispute uma vaga ao Senado por São Paulo na chapa apoiada pelo governo federal. O movimento foi articulado diretamente com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, consolidando Tebet como peça estratégica na coalizão governista.

A ministra agradeceu ao MDB em publicação nas redes sociais, destacando o papel histórico da legenda durante a ditadura militar como “moradia segura para democratas perseguidos”. Apesar do tom de reconhecimento, a mudança reflete a inviabilidade de sua candidatura dentro do MDB paulista, que mantém aliança com o governador Tarcísio de Freitas.

No PSB, Tebet encontra espaço político para se lançar ao Senado e reforçar a presença feminina em uma chapa que busca ampliar a base de apoio em São Paulo. A filiação também simboliza uma reorganização das forças políticas nacionais: o MDB perde uma de suas principais lideranças, enquanto o PSB ganha protagonismo ao atrair uma figura de expressão nacional.

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O gesto de Tebet, portanto, vai além da disputa eleitoral. Representa um realinhamento político que fortalece o projeto de centro-esquerda no estado mais populoso do país e sinaliza a tentativa de Lula de consolidar maioria no Senado. Ao deixar a “casa histórica” do MDB, Tebet se posiciona como elo entre o governo federal e o eleitorado paulista, reforçando sua relevância no cenário político brasileiro.