O cruzeiro estava no Atlântico. (Foto: Reprodução)


A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou neste domingo (3) a morte de três passageiros do navio MV Hondius, que seguia rota entre Argentina e Cabo Verde, em meio à suspeita de um surto de hantavírus a bordo. Segundo a entidade, há um caso confirmado e outros cinco em investigação, com análises laboratoriais em andamento.

O hantavírus é transmitido por roedores e pode infectar humanos principalmente pela inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes secas, urina ou saliva dos animais. Embora menos comum, também pode ser transmitido por mordidas ou arranhões.

A doença pode evoluir de formas distintas. Nas Américas, manifesta-se como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), caracterizada por febre, fadiga e dores musculares, que podem avançar para insuficiência respiratória grave. Já na Europa e na Ásia, a forma mais recorrente é a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS), que compromete os rins e pode causar hemorragias internas e falência renal.

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Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 1993 e 2024, o Brasil registrou 2.377 casos de hantavirose, dos quais 937 resultaram em morte. A maioria das infecções ocorreu em áreas rurais. Nos Estados Unidos, desde o início da vigilância em 1993 até 2023, foram contabilizados 890 casos.

Não há tratamento específico para o hantavírus. As medidas médicas concentram-se no manejo dos sintomas, que podem incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica e diálise em casos graves. Autoridades de saúde recomendam evitar contato com roedores, vedar possíveis pontos de entrada em residências e utilizar equipamentos de proteção ao limpar locais contaminados.