O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu nesta quarta-feira (5) novo ultimato ao grupo palestino Hamas, exigindo que o grupo terrorista liberte imediatamente todos os reféns restantes ou seja destruído.
“’Shalom Hamas’ significa Olá e Adeus – você pode escolher”, escreveu Trump em rede social. “Libertem todos os reféns agora — não depois — e devolvam imediatamente todos os corpos das pessoas que vocês assassinaram, ou ACABOU para vocês.”
A postagem de Trump foi publicada logo após ele se encontrar com um grupo de oito reféns libertados no Salão Oval, e em meio a um aparente impasse nas negociações entre Israel e o Hamas após o término da primeira fase de um frágil cessar-fogo no sábado.
“Estou enviando a Israel tudo o que precisa para terminar o trabalho; nenhum membro do Hamas estará seguro se vocês não fizerem o que eu digo”, alertou o presidente estadunidense na declaração. “Este é seu último aviso! Para a liderança, agora é a hora de deixar Gaza, enquanto vocês ainda têm uma chance.”
Trump ainda direcionou o discurso à população palestina: “Além disso, ao povo de Gaza: um lindo futuro aguarda, mas não se vocês fizerem reféns. Se fizerem, vocês ESTÃO MORTOS! Tomem uma decisão INTELIGENTE. LIBERTEM OS REFÉNS AGORA, OU HAVERÁ UM INFERNO PARA PAGAR DEPOIS”, acrescentou Trump.
Em resposta, o Hamas disse que as ameaças do presidente dos EUA contra o grupo terrorista estão encorajando Israel a evitar negociar a segunda fase do cessar-fogo entre os dois grupos.
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ALTERNATIVA PARA GAZA
Em alternativa à proposta da criação da “Riviera do Oriente Médio”, cogitada por Donald Trump, líderes de países árabes aprovaram na terça-feira (4) um plano do Egito para a reconstrução da Faixa de Gaza com a permanência dos palestinos em suas terras. O valor estimado é de US$ 53 bilhões (cerca de R$ 309 bilhões), e teria uma duração de cinco anos.
A proposta foi apresentada pelo presidente egípcio Abdel-Fattah al-Sissi. O plano recrutaria tecnocratas palestinos independentes, não afiliados ao Hamas, para administrar a Faixa de Gaza imediatamente após a guerra. Eles seriam responsáveis pela supervisão da ajuda humanitária e pela administração dos negócios da Faixa por um período temporário, em preparação para o retorno da Autoridade Palestina.
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o futuro do enclave, realizada na quarta (5), um grupo de nações europeias afirmou que o Hamas não deve ter nenhum papel na Faixa de Gaza. Falando em nome da França, Grã-Bretanha, Dinamarca, Grécia e Eslovênia, o diplomata francês Jay Dharmadhikari disse que o plano final não deve permitir que o grupo terrorista continue governando o território nem desloque os palestinos que vivem lá.





