O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que junto com Trump ordenou os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, dando início ao conflito no Oriente Médio, declarou em uma entrevista recente que a guerra “não terminou” porque o material nuclear sensível “precisa ser retirado” de Teerã.
Um dos principais pontos de impasse nas negociações para o cessar-fogo definitivo é o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido. Segundo a agência nuclear da ONU, o país possui mais de 440 kg de urânio cujo nível de enriquecimento chega a 60% de pureza, nível próximo ao necessário para uma arma nuclear.
Numa das negociações mais recentes, os EUA exigiram que o Irã interrompesse o enriquecimento de urânio por 20 anos; Teerã propôs cinco anos. No entanto, na última terça, 12, o porta-voz do parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, afirmou que o país cogita enriquecer o urânio no patamar suficiente para uma ogiva nuclear em caso de um novo ataque americano. (Com agências internacionais)

