Trump assina o acordo de paz entre Israel e Hamas. (Reprodução: TV)


O presidente Donald Trump e líderes de mais de 20 países se reuniram nesta segunda-feira (13) na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh para assinar um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

A cerimônia ocorreu sem a presença oficial de Israel e do grupo Hamas, os principais envolvidos no conflito, mas ambos teriam aprovado os termos por meio de mediadores internacionais.

Foto oficial do histórico encontro para cessar a guerra contra o Hamas. (Reprodução: TV)

O evento aconteceu poucas horas após o Hamas libertar 20 reféns israelenses vivos em Gaza, gesto interpretado como sinal de boa vontade. Em contrapartida, o governo israelense anunciou a libertação de 1.968 prisioneiros palestinos, muitos deles detidos desde o início da guerra em outubro de 2023.

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“Conseguimos fazer o impossível”, declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o evento. “A era do terror no Oriente Médio acabou. Hoje começa uma nova fase de paz, prosperidade e dignidade para todos os povos da região.”

Logo após assinar o acordo, Trump mostra sua assinatura aos jornalistas. (Reprodução: TV)

Mais de 67 mil mortos em dois anos de guerra

Segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, o conflito resultou em 67.869 mortes. A guerra teve início com um ataque surpresa do Hamas contra território israelense, seguido por uma ofensiva militar de larga escala por parte de Israel. A escalada da violência gerou condenações internacionais e uma crise humanitária sem precedentes.

O presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, anfitrião da cúpula, destacou o impacto humano do conflito.

“Este acordo não é apenas um documento político. É uma tábua de salvação para civis, crianças e famílias que enfrentaram sofrimento inimaginável”, afirmou.

O emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, que teve papel central na mediação da libertação dos reféns, reforçou a importância da diplomacia.

“Provamos que o diálogo, e não a violência, é o caminho. Esta é uma vitória da humanidade”, disse.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, conhecido por suas críticas às ações militares israelenses, classificou o acordo como um divisor de águas.

“O povo palestino merece justiça, e hoje damos um passo nessa direção. Mas que fique claro: a paz precisa ser construída com responsabilidade e respeito mútuo.”

Trump e os bastidores da negociação

A participação de Trump nas negociações foi decisiva. Fontes próximas à Casa Branca confirmaram que o presidente norte-americano aprovou pessoalmente os termos finais do acordo no fim de semana.

“Isso não é sobre política. É sobre salvar vidas. E tenho orgulho de liderar o mundo nesse esforço”, declarou Trump.

O plano inclui corredores humanitários, monitoramento internacional e retirada gradual de forças militares em áreas contestadas. Embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados, autoridades egípcias indicam que o acordo se baseia em princípios da solução de dois Estados.

Ausência de Israel e Hamas na cerimônia

Israel e Hamas não enviaram representantes à cerimônia. O governo israelense alegou questões de segurança e consultas internas, enquanto o Hamas teria recusado o convite devido à presença de delegações dos Estados Unidos e da Turquia. Ainda assim, ambos teriam assinado previamente a primeira fase do plano por meio de canais diplomáticos intermediários.

Próximos passos

O acordo prevê a retomada de negociações formais entre representantes palestinos e israelenses nas próximas semanas, com apoio da ONU e da Liga Árabe. Observadores internacionais serão enviados à região para garantir o cumprimento dos termos e facilitar a entrega de ajuda humanitária.