O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18) que poderá realizar uma reunião trilateral com Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin ainda hoje, “se tudo correr bem”, durante os encontros em Washington. A fala ocorre no contexto de uma agenda intensa na Casa Branca, que reúne o líder ucraniano e sete chefes de Estado e instituições europeias, num esforço diplomático crucial para discutir os rumos da guerra na Ucrânia.
Zelensky chegou à Casa Branca nesta tarde e foi recepcionado por Trump em clima mais ameno que o encontro anterior, em fevereiro, marcado por tensão e críticas públicas do presidente americano. A presença de líderes como Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido) e Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) visa não apenas fortalecer a pressão internacional por uma solução pacífica, mas também servir de escudo político diante das declarações imprevisíveis do republicano.
A movimentação diplomática ocorre dias após Trump se reunir presencialmente com Putin em uma base militar no Alasca, o que reacendeu preocupações na Europa sobre possíveis concessões unilaterais dos EUA à Rússia. Um rascunho da proposta russa, revelado por fontes diplomáticas, prevê o reconhecimento da Crimeia como território russo, a permanência das tropas no Donbas e a exigência de que a Ucrânia abandone suas aspirações de integrar a Otan — pontos que Kiev rejeita veementemente.
Apesar das divergências, Trump insiste que houve “grandes avanços” nas conversas com o Kremlin e pressiona Zelensky a considerar os termos apresentados por Moscou. Já o presidente ucraniano reafirmou neste domingo que não aceitará ceder território e exige garantias internacionais de segurança para qualquer acordo. Caso a reunião de hoje avance, Trump pretende organizar uma cúpula tripartite ainda nesta semana, embora a participação de Putin dependa de concessões ucranianas que seguem em disputa.





