O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil. (Redes Sociais)


O governo da Venezuela solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após uma série de ataques militares realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. A ação culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, segundo comunicado oficial divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.

O chanceler venezuelano, Yván Gil Pinto, enviou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman, na qual denuncia os ataques como “atos de agressão armada” e pede medidas internacionais para proteger a soberania do país. “A Venezuela exige a condenação formal e imediata dos Estados Unidos por violação da Carta da ONU e do direito internacional”, afirma o documento.

Segundo o governo venezuelano, os bombardeios atingiram instalações civis e militares nas regiões de Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. O ataque teria sido realizado por forças norte-americanas com apoio de aliados regionais, em uma operação classificada como “em larga escala”.

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A embaixada dos EUA em Caracas não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. No entanto, o Departamento de Estado norte-americano confirmou a realização de ações militares na região, alegando “ameaças à segurança hemisférica”.

A Rússia, aliada da Venezuela, condenou os ataques e classificou a ação como “hostilidade ideológica”. O governo russo pediu que o Conselho de Segurança da ONU avalie a legalidade da operação e suas implicações geopolíticas.

A ONU ainda não confirmou se atenderá ao pedido de reunião emergencial. A presidência rotativa do Conselho está sob comando da Somália, representada por Osman.