O presidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG).


O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (26) que a decisão de quebrar o sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atende a critérios técnicos e não políticos.

“Nós não podemos ignorar os indícios que apareceram nas mensagens apreendidas. A comissão tem o dever de investigar com profundidade”, disse.

Segundo Viana, a medida não se trata de perseguição. “O que estamos fazendo é cumprir o papel constitucional da CPI, que é apurar responsabilidades e esclarecer fatos. A quebra de sigilo é um instrumento legítimo e será usada sempre que houver elementos que a justifiquem”, declarou.

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Sessão marcada por tumulto

A votação ocorreu em uma sessão marcada por protestos e confronto físico entre parlamentares. Deputados Rogério Correia (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ) trocaram socos e precisaram ser contidos por colegas.

O episódio foi criticado por Viana: “Infelizmente, a sessão foi marcada por um nível de tensão que não deveria existir. Mas não podemos permitir que a violência intimide o trabalho da comissão. O nosso compromisso é com a verdade e com o povo brasileiro.”

Novas convocações

Além da quebra de sigilo de Fábio Luís, a CPI aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master. Também foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal da instituição.

“O Banco Master aparece em diversas frentes da investigação. É fundamental que tenhamos acesso às informações financeiras para compreender o alcance das operações suspeitas”, afirmou Viana.

Ele concluiu: “A CPI não pode se intimidar diante da pressão. Vamos seguir com as convocações e com as quebras de sigilo necessárias. O nosso trabalho é esclarecer os fatos, doa a quem doer.”