
A PF cumpriu nesta quarta-feira, 4, a prisão do banqueiro, dono do Banco Master, na terceira fase da operação que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco. É a primeira ação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que assumiu a relatoria do caso.
Ele foi preso em sua residência em São Paulo, no início da manhã, e encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista. Também há outros três mandados de prisão e quinze mandados de busca e apreensão, ainda em cumprimento.
Outro alvo de prisão é o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, suspeito de ser operador financeiro e de ter auxiliado o banqueiro na prática de outros crimes. Ele não foi localizado em sua residência. A defesa de Zettel informou que ele não se encontrava em Belo Horizonte e que vai se apresentar à PF.
Foram presos na mesma operação o policial aposentado Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, responsável por atividades de monitoramento de “adversários” de Vorcaro.
As defesas do banqueiro e dos outros alvos foram procuradas, mas ainda não se manifestaram.
Essa nova fase apura a invasão de dispositivos informáticos praticada por uma organização criminosa ligada a Vorcaro e outros aliados dele. Também estão sob apuração os crimes de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro.
Afastamento de ex-diretores do BC
A decisão do ministro também determinou o afastamento dos ex-diretores do Banco Central Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que também foram alvo de busca e apreensão. Eles já estavam afastados do cargo por decisão anterior do próprio BC. O afastamento deles foi publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.
O ministro André Mendonça ainda decretou o bloqueio de bens no montante de R$ 22 bilhões dos alvos.
Daniel Vorcaro havia ficado 11 dias preso em novembro, quando a primeira fase foi deflagrada por ordem da Justiça Federal de Brasília. Depois, sua defesa conseguiu levar a investigação para o Supremo Tribunal Federal. Sob relatoria de Dias Toffoli, o inquérito passou a ter atritos constantes com a Polícia Federal.
Toffoli deixou o caso no mês passado, depois que a PF entregou um relatório ao Supremo contendo menções ao nome dele e conversas dele com Daniel Vorcaro. O inquérito, então, foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que vinha estudando o caso e autorizou a deflagração dessa nova fase da operação.
Vorcaro seguirá preso em São Paulo antes de transferência para Brasília
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, permanecerá por enquanto sob custódia da Polícia Federal em São Paulo. A decisão inicial é mantê-lo na Superintendência da PF na capital, onde cumpre medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos próximos dias, porém, está prevista a transferência de Vorcaro para o sistema penitenciário de Brasília, onde o caso segue sob relatoria do ministro André Mendonça.


