Jaques Wagner, líder do governo no Senado, na entrevista do Estúdio i, da Globo News. (Reprodução: TV)


O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reconheceu nesta segunda-feira (24), em entrevista à GloboNews, que a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) dificilmente será votada ainda em 2025. Wagner apontou tanto o calendário legislativo quanto o clima político como obstáculos para a sabatina.

“Eu acho que nós não teremos tempo hábil […] para votar ainda no mês que se inicia na segunda-feira que vem, que é o mês de dezembro”, afirmou. Segundo ele, restam apenas quatro semanas até o encerramento das atividades parlamentares — previsto para 18 ou 19 de dezembro — e a pauta já está tomada pela votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Orçamento.

Mais do que o cronograma, Wagner destacou o ambiente de tensão no Senado após a escolha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O senador admitiu que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou “chateado” por não ter sido informado previamente da decisão de Lula. “Há uma tensão muito grande, eu acho que tem que esperar um pouco, esfriar um pouco essa tensão”, disse.

Para Wagner, a estratégia mais prudente seria adiar a sabatina de Messias e “arrumar a situação do Senado” antes de retomar o debate. Ele sugeriu que a votação pode acabar ficando para 2026.

Apesar da crise, o líder do governo defendeu a escolha de Lula e negou ter prometido apoio a outros nomes, como o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Eu nunca faltei com a verdade com nenhum deles”, afirmou. Wagner disse ainda que sua percepção sempre foi de que Lula tinha “convicção” em Messias e que não alimentou falsas expectativas entre os colegas.