Moisés Rabinovici*
Trump postou-se como Jesus, rezando com uma das mãos na testa de um doente, num cenário patriótico em que voam caças, há uma bandeira americana, a Estátua da Liberdade e fogos de artifício espocando no céu.
Antes, Trump tinha postado uma crítica ao Papa Leão: “É FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa” – como se ele próprio não tivesse se encalacrado na guerra do Golfo.
E Trump continuou escrevendo que gosta mais do irmão do Papa, Louis: “Porque ele é totalmente MAGA. Ele entende do assunto, e Leão não.” Concluiu dizendo: “Não quero um Papa que pense que está tudo bem para o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que pense que é terrível que a América tenha atacado a Venezuela.”

O Papa Leão, americano, respondeu que “não tem medo de Trump”.
Uma cristã protestante, a escritora Megan Basham, reagiu: “Não sei se o presidente achou que estava sendo engraçado, se está sob o efeito de alguma substância ou que explicação ele poderia ter para essa blasfêmia ultrajante. Mas ele precisa retirar isso.”
*Moisés Rabinovici é jornalista brasileiro com carreira marcada por atuação internacional e inovação digital. Como correspondente de imprensa, atuou em Israel, Europa e Estados Unidos.





