“Estamos numa situação em que o impacto econômico da guerra com o Irã e o consequente choque nos preços da energia ainda são difíceis de avaliar”, escreveu em postagem em blog nesta sexta-feira. “Uma das principais questões na decisão de aumentar ou não as taxas de juros será o impacto de um choque nos preços da energia sobre o crescimento econômico”, ponderou.
Por causa da guerra, Muller disse que o crescimento no bloco deve permanecer mais lento do que o previsto no curto prazo. Segundo ele, isso é indicado tanto pela redução das expectativas das empresas em relação ao crescimento dos pedidos quanto pela acentuada deterioração da confiança do consumidor. Com isso, o dirigente avalia que o consumo também poderá ser mais fraco do que o esperado.
Muller afirmou ainda que os mercados financeiros “não têm dúvidas” de que o BCE conseguirá manter a inflação próxima de 2% no longo prazo e que o banco central, chefiado por Christine Lagarde, também está preparado para tomar as decisões necessárias para atingir essa meta.


