O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Estônia, Madis Muller, afirmou que é “cada vez mais provável” que o banco central da zona do euro eleve as taxas de juros no futuro, depois de a possibilidade de aperto monetário ter sido considerada na decisão de abril. Para ele, não há uma solução rápida à vista para a guerra no Oriente Médio, o que torna “mais evidente” a manutenção de preços de energia elevados por um período prolongado.

“Estamos numa situação em que o impacto econômico da guerra com o Irã e o consequente choque nos preços da energia ainda são difíceis de avaliar”, escreveu em postagem em blog nesta sexta-feira. “Uma das principais questões na decisão de aumentar ou não as taxas de juros será o impacto de um choque nos preços da energia sobre o crescimento econômico”, ponderou.

Por causa da guerra, Muller disse que o crescimento no bloco deve permanecer mais lento do que o previsto no curto prazo. Segundo ele, isso é indicado tanto pela redução das expectativas das empresas em relação ao crescimento dos pedidos quanto pela acentuada deterioração da confiança do consumidor. Com isso, o dirigente avalia que o consumo também poderá ser mais fraco do que o esperado.

Muller afirmou ainda que os mercados financeiros “não têm dúvidas” de que o BCE conseguirá manter a inflação próxima de 2% no longo prazo e que o banco central, chefiado por Christine Lagarde, também está preparado para tomar as decisões necessárias para atingir essa meta.

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