De acordo com a Bloomberg, porém, após o fim da reunião, Starmer se recusou a receber ministros separadamente, apesar de integrantes do gabinete, incluindo o secretário de Saúde, Wes Streeting, terem permanecido por longo período na Downing Street. A BBC também informou que vários ministros tentaram conversar com o premiê sobre sua liderança depois do encontro, mas não tiveram sucesso.
A reunião ocorreu em meio ao agravamento da crise política no governo trabalhista, após as fortes perdas do partido nas eleições locais da semana passada. Segundo a BBC, o número de deputados trabalhistas que já defenderam publicamente a saída de Starmer ou a definição de um cronograma para sua renúncia chegou a 81, equivalente a cerca de 20% da bancada da legenda na Câmara dos Comuns.
Mais cedo, a ministra de Comunidades, Miatta Fahnbulleh, tornou-se a primeira integrante do governo a renunciar em protesto contra Starmer. Em carta divulgada no X, ela afirmou que “o público não acredita que você possa liderar essa mudança, e eu também não” e pediu uma “transição ordenada”.
Apesar da pressão, Starmer adotou tom desafiador. Ele afirmou aos ministros que pretende seguir “governando” e ressaltou que nenhum mecanismo formal para contestar sua liderança foi acionado. Pelas regras do Partido Trabalhista, um desafio formal exige o apoio de ao menos um quinto da bancada parlamentar.
Na saída da reunião, ministros próximos ao premiê demonstraram apoio público. O secretário de Negócios, Peter Kyle, disse que Starmer mostrou “liderança firme”, enquanto o ministro da Habitação, Steve Reed, afirmou que “não é hora para jogos” e alertou que a instabilidade política tem consequências reais para o país.
Wes Streeting, apontado pela imprensa britânica como possível postulante à liderança trabalhista, deixou Downing Street sem responder às perguntas dos jornalistas.




