A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informou nesta terça-feira (12) que cumprirá integralmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o afastamento do deputado estadual Thiago Rangel, preso durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de fraudes em contratos de compra de materiais e prestação de serviços da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, o parlamentar é apontado como um dos envolvidos no esquema investigado.
Na semana passada, a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva do deputado e impedir que a Alerj votasse sobre uma eventual revogação da medida. O colegiado acompanhou o entendimento do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, que havia determinado a permanência de Thiago Rangel na prisão.
Em nota, a Mesa Diretora da Alerj afirmou que o parlamentar já foi afastado de suas funções legislativas e que o gabinete será desconstituído. A Casa também anunciou a abertura de um processo disciplinar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para apurar a conduta do deputado.
Com o afastamento, a vaga será ocupada pelo suplente Wellington José, que exerceu mandato entre 2021 e 2022. Nas eleições de 2022, ele recebeu 22.817 votos pelo Podemos, mas atualmente está filiado ao União Brasil.
O caso reacende o debate sobre a atuação da Alerj diante de investigações envolvendo parlamentares. Em dezembro do ano passado, a Assembleia chegou a derrubar, em votação, a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, também investigado na Operação Unha e Carne. Na ocasião, ele era suspeito de vazar informações sobre investigações relacionadas ao deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
Rodrigo Bacellar voltou a ser preso em março deste ano, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar seu mandato por envolvimento no chamado escândalo do Ceperj.





