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Os problemas de Lula para 2025 (por Ricardo Guedes)

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Ricardo Guedes


Ricardo Guedes*

São dois os principais problemas de Lula para 2025. A economia, que apresenta desajustes, com possibilidades de perdas dos benefícios sociais obtidos; e a política, que limita sobremaneira as ações do Governo, tanto do ponto de vista fiscal como das políticas econômicas e sociais; com reflexos sobre as Eleições Presidenciais de 2026.

Na economia, faltou a Lula um plano de desenvolvimento econômico que una de forma inovativa nova demanda com nova oferta. Nos governos Lula I e II, ocorreu, por um lado, da demanda, a criação dos programas sociais, e, por outro lado, da oferta, a geração de créditos para as indústrias então subutilizadas, ainda por decorrência das crises cambiais de 1998 e 1999.

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Com o Governo Lula, o PIB cresceu de US$ 0,5 trilhão em 2002 para US$ 2,2 trilhões em 2010, em dólares correntes, época de prosperidade. Desde 2010, o PIB do Brasil rateia, sem crescimento do país, com o PIB em US$ 2,17 trilhões em 2023, podendo chegar a US$ 1,7 trilhão em 2024 devido à forte desvalorização cambial.

Na política, o Governo Lula também não vai bem. Existe, no Brasil, uma forte correlação entre o PIB e as Eleições.  De 1993 a 1994, o PIB aumentou de US$ 0,3 trilhão para US$ 0,5 trilhão, com Fernando Henrique sendo eleito em 1994.

O PIB chega a US$ 0,9 trilhão em 1998, com a reeleição de Fernando Henrique. Com as crises cambiais de 1998 e 1999, o PIB caiu de US$ 0,9 trilhões em 2008 para US$ 0,5 trilhões em 2002, com a eleição de Lula em 2002. O PIB cresceu para US$ 1,1 trilhões em 2006, com a reeleição de Lula. O PIB cresceu para US$ 2,2 trilhões em 2010, com a eleição de Dilma. O PIB chega a US$ 2,4 trilhões em 2013, com a reeleição de Dilma.

Dilma sofre impeachment em 2015, com o PIB caindo para US$ 1,8 trilhão. Com Temer, o PIB chega a US$ 1,9 trilhão em 2018. Bolsonaro é eleito como candidato de 3ª via em 2018, sem crescimento do PIB de 2018 a 2022, Lula sendo eleito para o terceiro mandato. Do orçamento da união, 90% são hoje para gastos correntes, 5% para investimentos já comprometidos, 2,5% para as inciativas do Governo, e 2,5%para emendas parlamentares. No Governo Lula III, o PIB em dólares correntes patina.

Eleitoralmente, Lula está hoje com cerca de 33% de aprovação de seu Governo, abaixo dos 40% necessário para concorrer, significativamente abaixo dos 55% necessários para a maior certeza de sua reeleição. O quadro político se abre, com o desgaste dos extremos, e possibilidade de 3ª via a frente.

O descontrole na política e a falta de desenvolvimento econômico no país, leva a um crescente déficit fiscal, que pode vir a gerar a perda dos benefícios econômicos adquiridos pela população.

O livro “30 anos do Real”, de Edmar Bacha, Gustavo Franco e Pedro Malan, é a história recente do Brasil. O “@$Real”, patrimônio nacional, deve ser preservado.

*Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago, CEO da Sensus, e do Conselho Editorial do Brasil Confidencial. Autor.

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