Equipes de socorro trabalham após bombardeio russo.(Foto/Ukranian Emergency Service)


Segundo o comando militar ucraniano, o número de vítimas pode subir nas próximas horas. Mais de 12 pontos da cidade foram atingidos. De acordo com o Exército, os russos lançaram 309 drones e oito mísseis hipersônicos Iskander no ataque.

Imagens registradas durante o bombardeio mostram explosões em diferentes áreas da capital (veja acima). Um prédio residencial de nove andares desabou após ser atingido. As equipes de resgate trabalham no local em busca de possíveis sobreviventes entre os escombros, informou Tymur Tkachenko, administrador militar da cidade.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que uma criança de seis anos está entre os mortos. Ele também destacou que o ataque visou infraestruturas civis, como prédios comuns e até uma mesquita.

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“Muitos edifícios na cidade foram danificados — são prédios residenciais comuns e outras instalações, todos alvos civis. Entre os locais danificados está uma das mesquitas de Kiev. O ataque foi extremamente traiçoeiro e deliberadamente calculado para sobrecarregar o sistema de defesa aérea”, escreveu Zelensky no X.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que os alvos eram bases militares, depósitos de armas e indústrias vinculadas ao setor bélico da Ucrânia. Moscou afirma não atacar civis, embora os bombardeios a regiões longe da linha de frente tenham se intensificado nos últimos meses.

Rússia afirma ter tomado cidade no leste da Ucrânia

Ainda nesta quinta (31), o governo russo anunciou a ocupação de Chasiv Yar, no leste do território ucraniano, após mais de um ano de combates. Se confirmada, a conquista representa um avanço estratégico para Moscou na região de Donetsk. Até o momento, Kiev não reconheceu a perda da cidade.

O portal DeepState, que acompanha a movimentação militar na linha de frente, indica que as forças ucranianas ainda mantêm o controle da parte oeste de Chasiv Yar.

A ofensiva começou em abril de 2024, quando tropas russas chegaram à borda leste da cidade. Na ocasião, relatos da imprensa estatal da Rússia apontavam que soldados de Moscou teriam ligado para militares ucranianos exigindo rendição sob ameaça de ataques aéreos massivos.