O presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou em sua conta no X que a operação desta quinta-feira (28) conduzida pela Polícia Federal, com participação de agentes públicos da Receita Federal e Ministério Público e policiais civis e militares, se tratou da “deflagração da maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado até o momento”.
A operação teve como alvo esquemas bilionários de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal nos setores financeiro e de combustíveis envolvendo o PCC.
“A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui”, declarou Lula em sua conta oficial no X (antigo Twitter).

A ofensiva envolveu três operações simultâneas em 10 estados, com participação da Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais. Segundo o presidente, a ação foi possível graças ao trabalho integrado iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado.
“O trabalho integrado — iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado — permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, afirmou Lula.
As investigações revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que utilizavam postos de combustíveis, distribuidoras e fundos de investimento para movimentar recursos ilícitos. Estima-se que mais de R$ 52 bilhões tenham sido movimentados entre 2020 e 2024.
Além da lavagem de dinheiro, foram identificadas práticas como adulteração de combustíveis com metanol, uso de “bomba baixa” e sonegação fiscal em larga escala. A Receita Federal apontou que mais de R$ 7,6 bilhões foram sonegados.
“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, escreveu o presidente.
A megaoperação, que contou com cerca de 1.400 agentes, resultou em centenas de mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens, prisões e apreensão de veículos, imóveis e embarcações.
“Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, concluiu Lula.
A ação foi amplamente divulgada pelo governo, incluindo os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça) e Fernando Haddad (Fazenda), que destacaram a importância da cooperação entre os órgãos públicos e o uso de inteligência estatal para enfrentar o crime organizado de forma eficaz.





