A carne bovina e suína vem puxando os preços no país. (Foto : Divulgação)


Dados do IPCBA (Índice de Preços ao Consumidor de Buenos Aires), o setor de alimentos acumulou uma alta de 10% apenas no último trimestre, com um destaque alarmante para a carne: o produto subiu 18,1% no período e já registra um salto de 50,8% na comparação interanual.

Em março, o comportamento dos preços na capital portenha foi determinado por um grupo restrito de segmentos.
De acordo com o relatório oficial, as divisões de Habitação, Transporte, Alimentos, Educação e Saúde foram responsáveis por 79,6% da variação do nível geral de preços.

O peso dos regulados

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Os preços controlados pelo Estado e pelo governo local foram os principais vilões do mês, com elevação média de 6,5%. O impacto foi sentido no bolso das famílias sobretudo através das mensalidades escolares (níveis infantil, primário e secundário) e do reajuste nas passagens de transporte coletivo. Além disso, pesaram as altas nos combustíveis, nas tarifas de energia elétrica residencial e nos planos de saúde (medicina pré-paga).

No detalhamento por setores, a Educação liderou a subida mensal com 8,6%, seguida pelo Transporte, que avançou 6% devido ao encarecimento da gasolina e do diesel. Já a Habitação e serviços básicos registraram alta de 3,2%, enquanto a Saúde subiu 2,4%.

Alívio sazonal

Por outro lado, o índice geral não foi maior graças ao desempenho dos itens sazonais, que registraram queda média de 4,5%. O recuo foi puxado pela baixa temporada no setor de turismo — com redução nos preços de hospedagem, pacotes turísticos e passagens aéreas — além de uma deflação nos preços de frutas e verduras.

Apesar da desaceleração em alguns alimentos, o segmento de Bebidas Não Alcoólicas e Alimentos subiu 2,6% no mês, mantendo a trajetória de alta liderada pelo setor de proteínas animais. No setor de lazer, os serviços culturais acompanharam a tendência de subida, com alta de 8,2% registrada em março.