Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 - Reprodução


Durante sustentação no STF, o advogado Demóstenes Torres, que representa Garnier, afirmou que não há provas concretas que vinculem o militar aos atos investigados. Segundo ele, os discursos de questionamento ao sistema eleitoral não podem ser criminalizados, e a rescisão da delação premiada de Mauro Cid — ex-ajudante de ordens da Presidência — seria suficiente para desmontar toda a ação penal em curso.

Torres também fez declarações polêmicas ao mencionar o ministro Flávio Dino, integrante da 1ª Turma do STF, sugerindo que ele poderia vir a ocupar a Presidência da República. Em tom irônico, disse que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro seja preso, estaria disposto a levar cigarros para ele na prisão.

A PGR sustenta que Garnier teria colocado a Marinha à disposição de Bolsonaro para sustentar um projeto de ruptura institucional, reforçando o braço militar da trama golpista. O almirante responde pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

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A defesa, no entanto, rebate as acusações e aponta contradições nos depoimentos dos então comandantes do Exército e da Aeronáutica sobre um eventual apoio de Garnier à ruptura democrática. Para os advogados, essas divergências devem ser interpretadas em favor do réu, que nega ter colocado tropas à disposição de Bolsonaro ou participado de qualquer plano golpista.

Garnier não colocou tropas à disposição de golpe, diz defesa de almirante

O advogado Demóstenes Torres o almirante Almir Garnier militar não colocou tropas à disposição para apoiar qualquer tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“O Procurador-Geral da União ficou apenas com a afirmação de que ele teria colocado tropas à disposição, evidentemente por ausência de lastro”, afirmou o advogado.