O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, defendeu que a União Europeia (UE) ofereça à Ucrânia um status de “membro associado” e intensifique os esforços diplomáticos para encerrar a guerra com a Rússia, segundo carta obtida pela Associated Press nesta quinta-feira, 21.

A proposta surge enquanto o bloco europeu avalia abrir uma via própria de negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, diante das dificuldades nas conversas mediadas pelos EUA e da mudança de foco de Washington para o conflito com o Irã.

Pelo plano de Merz, a Ucrânia participaria das reuniões da UE sem direito a voto e teria representantes sem voto na Comissão Europeia e no Parlamento Europeu. O chanceler afirmou que a medida “não seria uma adesão simplificada” e iria além do atual Acordo de Associação entre Kiev e Bruxelas. Ele também sugeriu um mecanismo de reversão caso a Ucrânia descumpra padrões democráticos.

Merz reiterou apoio à abertura formal das negociações de adesão da Ucrânia à UE, posição já defendida pelo presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou na quarta-feira (20) que Kiev cumpriu todos os requisitos necessários para avançar no processo. A adesão, porém, depende da aprovação unânime dos 27 países do bloco em cada etapa das negociações. A Hungria vinha bloqueando o início das tratativas, embora a posição possa mudar após a formação de um novo governo em Budapeste.

Na carta, Merz afirmou que a proposta pode ajudar as atuais negociações de paz e reforçar a segurança europeia. Com o enfraquecimento da mediação dos EUA, países da UE discutem criar um canal paralelo de diálogo com Moscou. Entre os nomes cogitados para representar a Europa estão Angela Merkel e Mario Draghi.

Enquanto isso, Zelenski afirmou nesta quinta-feira que drones ucranianos atingiram durante a noite a refinaria de petróleo de Syzran, na Rússia, provocando um incêndio e grandes nuvens de fumaça. Segundo o presidente ucraniano, o alvo fica a mais de 800 quilômetros da fronteira e integra a infraestrutura petrolífera estratégica de Moscou. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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