Imagem da aproximação dos astronautas da Lua. (Foto: NASA)


A missão Artemis 2 alcançou nesta segunda-feira (6) a esfera de influência gravitacional da Lua. Segundo informou a NASA, a cápsula Orion passou a ser mais fortemente afetada pela gravidade lunar do que pela terrestre, marcando uma etapa decisiva de sua trajetória rumo ao satélite.

No momento em que cruzou esse limite, a espaçonave encontrava-se a cerca de 63.000 quilômetros da Lua e a 373.000 quilômetros da Terra. Nas próximas horas, a Orion seguirá uma rota de aproximação máxima, passando a cerca de 7.500 quilômetros do lado oculto lunar. A trajetória de voo da missão desenha uma forma de “oito” entre a Terra e a Lua.

Um marco histórico

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Este é o primeiro sobrevoo lunar com tripulação desde 1972. No ponto de maior proximidade, os astronautas poderão observar a Terra e a Lua simultaneamente, e até mesmo assistir a um eclipse solar, com o Sol desaparecendo atrás da Lua a partir da perspectiva da Orion.

A tripulação, composta pelos americanos Victor Glover, Christina Koch e Reid Wiseman, e pelo canadense Jeremy Hansen, superará a distância máxima já alcançada por seres humanos em relação ao nosso planeta.

A missão carrega um forte simbolismo: o piloto Victor Glover, de 49 anos, será a primeira pessoa negra a chegar à órbita lunar, e Christina Koch, de 47 anos, a primeira mulher a orbitar a Lua.

Primeiras observações da tripulação

A missão tem como um de seus pilares a documentação visual e científica da Lua. Os astronautas já iniciaram a observação de formações geológicas nunca antes vistas a olho nu.

Na madrugada de domingo, a NASA divulgou uma imagem capturada pela equipe da Artemis que exibe a Bacia Orientale (ou Mare Orientale).

“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista a olho nu”, declarou a agência espacial. A análise dessas estruturas é considerada fundamental para a compreensão da história geológica do satélite.