Sede do Banco Mundial, nos Estados Unidos. (Foto: Divulgação)


O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento econômico para o Brasil em 2025, ajustando a estimativa de 2,2% para 1,8%.

A instituição também revisou para baixo as projeções de crescimento da América Latina e do Caribe, que passaram de 2,5% para 2,1%, indicando que a região terá o crescimento mais lento do mundo.

Entre os fatores que levaram à revisão das previsões, estão o atraso na redução das taxas de juros em economias desenvolvidas, tensões comerciais globais, especialmente relacionadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos, e a desaceleração do crescimento da China, um dos principais parceiros comerciais da América Latina.

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Além do Brasil, outros países da região também tiveram suas projeções ajustadas. O México viu sua previsão de crescimento cair de 1,5% para 0%, indicando risco de estagnação econômica. Já a Argentina, que recentemente fechou um novo acordo financeiro, teve sua expectativa de crescimento elevada para 5,5%.

O Banco Mundial alertou que os países da América Latina precisarão adotar estratégias econômicas mais eficientes para enfrentar um cenário global incerto. Os governos da região devem promover reformas estruturais e incentivar investimentos para aumentar a produtividade e a competitividade.

A relação entre dívida e PIB na América Latina também aumentou, limitando a capacidade de investimento dos países. O acesso à tecnologia e a diversificação do comércio internacional foram apontados como elementos essenciais para acelerar o crescimento econômico nos próximos anos.

O cenário econômico global continua instável, e os países da região enfrentam desafios para garantir estabilidade e crescimento sustentável.