A embaixadora Elizabeth García foi instada a deixar a nação andina para “preservar os princípios de soberania, não interferência em assuntos internos”, informou em um comunicado de imprensa o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia e acrescentou que a “decisão não constitui uma ruptura das relações diplomáticas” com a Colômbia.
Horas depois, o Ministério das Relações Exteriores boliviano qualificou de “improcedente qualquer intervenção na política interna”.
Mais tarde, o chanceler boliviano Fernando Aramayo disse, em coletiva de imprensa, que Petro quer ser mediador no conflito “com informações falsas (sobre) que pessoas estariam sendo assassinadas nas ruas”.
“Esperávamos que ele (Petro) se retratasse no momento em que suas declarações foram rejeitadas, mas não, ele insistiu”, acrescentou o chanceler. “O que corresponde é que sua embaixadora seja declarada persona non grata, porque tem que respeitar a soberania do país que a acolhe”.
Paz assumiu há seis meses o poder na Bolívia após quase 20 anos de governos do Movimento ao Socialismo (MAS) de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025) e deu uma guinada nas relações diplomáticas de seus antecessores ao se aproximar dos Estados Unidos, cujo embaixador havia sido expulso em 2008.
Além disso, após 18 anos, a Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) troca informações com a Bolívia.
Há três semanas, o presidente boliviano enfrenta fortes protestos e bloqueios de diferentes setores sociais, incluindo seguidores de Morales, que exigem sua renúncia.
Em decorrência dos protestos, os mercados de La Paz estão desabastecidos e os hospitais têm poucas horas de oxigênio medicinal para os doentes.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).


