O ex-deputado Eduardo Bolsonaro escreveu na rede social que a Venezuela é o “Pilar do Foro de São Paulo”. (Foto: Redes Sociais)


A ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela provocou reações imediatas no Brasil, dividindo opiniões entre políticos de esquerda e de direita. Enquanto governadores e parlamentares ligados ao PT classificaram a ação como “inaceitável” e “agressão à América Latina”, representantes da direita celebraram a captura de Nicolás Maduro como símbolo de “liberdade” e fim de uma “tirania”.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), falou em “retrocesso histórico” e destacou que a operação representa “mais uma agressão na história da América Latina”. Em nota, afirmou: “Esperemos que a evolução dos acontecimentos permita uma solução baseada no respeito a princípios”. Para ele, a questão não é a permanência de Maduro no poder, mas se “os fins justificam os meios” e se a região continuará tratada como “meras colônias”.

Na mesma linha, deputados da esquerda reforçaram críticas à ação. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que a ofensiva “viola o direito internacional e a soberania de um país sul-americano”. Rui Falcão (PT-SP) classificou como “sequestro” e “bombardeio covarde e vil” a operação conduzida por Donald Trump. Já Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o PT “repudia com veemência” os ataques, defendendo o “respeito à independência, à autodeterminação dos povos e à não-intervenção”.

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Do outro lado, parlamentares da direita celebraram a queda do regime. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que Maduro é o “pilar do Foro de São Paulo” e que sua captura representa dias difíceis para líderes da esquerda regional. “Viva a liberdade!”, escreveu. Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou imagem de Oscar Pérez, opositor morto em combate contra Maduro, e desejou que a Venezuela “colha liberdade, justiça e um novo começo”. O deputado General Pazuello (PL-RJ) reforçou: “Nenhuma tirania dura para sempre”.