O ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, serão alvos de ataques no ato da Paulista. (Foto EBC)


Neste domingo (6), às 14h, a Avenida Paulista, em São Paulo, será palco de uma nova manifestação em defesa da anistia para Jair Bolsonaro e os envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, que levou à depredação das sedes dos três Poderes da República, em Brasília. Convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados, o ato tenta pressionar o Congresso Nacional a avançar com o projeto de lei sobre o tema, que está travado na Câmara dos Deputados.


Pesquisa da Quaest divulgada neste domingo constatou que a maioria dos brasileiros é contra a anistia.

https://brasilconfidencial.com.br/a-maioria-dos-brasileiros-e-contra-anistia-diz-quaest/

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A mobilização de Bolsonaro ocorre após o evento realizado em março, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, que teve público bem abaixo do esperado.


A bancada do PL tenta pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar em votação um requerimento de urgência para a proposta.


No entanto, Motta ainda não sinalizou disposição para tratar do assunto, que enfrenta resistência em setores do Congresso e pode gerar atritos com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A jornalista Monica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, publica em seu blog deste domingo (6) que Hugo Motta será alvo de ataques de bolsonaristas na Paulista.

“Vamos centrar fogo nele e no [ministro do STF] Alexandre de Moraes”, afirma o pastor Silas Malafaia, que organiza a manifestação, segundo a jornalista.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), será alvo de ataques de bolsonaristas neste domingo (6) no ato pró-anistia aos réus do 8/1, que beneficia também Jair Bolsonaro.

“Vamos centrar fogo nele e no [ministro do STF] Alexandre de Moraes”, afirma o pastor Silas Malafaia, que organiza a manifestação, segundo a jornalista.


Ele diz que recebeu informes de parlamentares que dizem que Motta é “o maior empecilho hoje à anistia”.


Segundo o pastor, o presidente da Câmara teria pedido para os líderes dos partidos do Centrão não assinarem o pedido para que o projeto fosse votado em regime de urgência.


“Vamos botar para rachar em cima”, segue o religioso. “O povo é o poder, e quando o povo pressiona, ninguém resiste.”


De acordo com Monica Bérgamo, o ato da Avenida Paulista está sendo considerado crucial para que a anistia avance. “Como revelou a coluna, sete governadores confirmaram presença.”

Ele vai mostrar se Bolsonaro ainda mantém força para mobilizar multidões, como fazia quando estava na Presidência da República.

A manifestação pró-anistia no Rio de Janeiro, em março, levantou dúvidas sobre essa capacidade.

O Monitor do Debate Político no Meio Digital, ligado à USP, estimou que 18,3 mil pessoas participavam do ato em seu ápice.

A PM do Rio de Janeiro, comandada pelo governador Cláudio Castro, aliado de Bolsonaro, divulgou que 400 mil se reuniram em torno do ex-presidente. O número foi colocado em dúvida inclusive nas análises que o núcleo mais duro de apoio ao ex-presidente fez da manifestação.
Assim como no Rio, o ato na Paulista deve contar com a presença de governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Jorginho Mello (Santa Catarina). Bolsonaro também afirmou que “mais de 50 parlamentares” estarão presentes, reforçando o apoio político à manifestação.