O Carnaval de rua de 2025, em São Paulo, promete ser um dos maiores e mais animados dos últimos anos, com 725 blocos inscritos na prefeitura. Esse número de blocos é 14% maior em relação ao ano passado, o que, segundo os organizadores, reflete o seu crescente interesse pelos foliões.
Os blocos já se espalham por diversas regiões da capital. Mas a maior parte dos eventos com blocos ocorrerá nas regiões central e oeste de São Paulo, especialmente na área das subprefeituras de Pinheiros, Lapa e Sé. Esses bairros continuam a ser os principais focos dos desfiles, atraindo milhares de foliões.
Os desfiles de blocos começaram nesta sexta-feira (21), apresentações em eventos paralelos, antes do calendário oficial do Carnaval. As apresentações dos blocos se estenderão até 9 de março, incluindo desfiles no pós-Carnaval. Além disso, muitos blocos de rua terão horários e datas variadas, permitindo que foliões de diferentes regiões da cidade participem da festividade.
Os blocos oferecem diferentes estilos musicais e temas, garantindo diversidade para todos os públicos. Embora a maior parte dos eventos aconteça em áreas centrais, há um aumento significativo desses grupos nas áreas de periferia, com algumas regiões recebendo mais blocos em comparação com 2024.
Na zona leste, por exemplo, a subprefeitura de Aricanduva terá o triplo de blocos neste ano, passando de 2 para 6 apresentações, incluindo o famoso “Bloco da Fraldinha Molhada”. No bairro do Campo Limpo, na zona sul, também houve aumento no número de blocos neste ano. Nessa região desfilarão, entre outros, os blocos “A Love Paraisópolis Skate” e “Skate Solidário”, que promovem o esporte junto ao carnaval. No total, 8 blocos está programados.
Diferentemente, há casos de Carnaval de blocos na periferia que teve redução de participantes. Em Ermelino Matarazzo, por exemplo, a programação será reduzida, passando de 6 para 3 blocos. Apesar disso, os organizadores garantem que a diversidade e a representatividade de diferentes áreas estão mantidas e são um ponto positivo do Carnaval paulistano.
A prefeitura de São Paulo informou que neste ano está gastando gastando R$ 63,5 milhões com organização do carnaval de rua e dos desfiles no sambódromo.
A administração municipal voltou a contratar a SPTuris para organizar o carnaval de rua pelo valor de R$ 42,5 milhões. Já os desfiles no sambódromo custarão cerca de R$ 21 milhões. A SPTuris está responsável por toda a infraestrutura e produção para a festa deste ano, como contratação de banheiros químicos, equipamentos, criação de material informativo, coordenação dos locais de desfiles e sinalização dos circuitos.
A Cervejaria Ambev está investindo R$ 27,8 milhões com o patrocínio oficial do carnaval de rua. A empresa foi escolhida em licitação feita pela prefeitura no início do ano e o valor pago em 2025 é mais de R$ 1 milhão maior que o desembolsado pela cervejaria em 2024.
Neste ano, a prefeitura de vai oferecer 30 mil banheiros químicos durante os oito dias de folia. A estrutura vai custar R$ 15 milhões à SPTuris. A expectativa é que cerca de 16 milhões de foliões, sendo 4,5 milhões de turistas, estarão no Carnal da capital neste ano.
Por causa do verão extremante quente, a prefeitura vai distribuir 2,2 milhões de copos de água durante o carnaval em 158 pontos de hidratação. Além do mais, 18 caminhões-pipa da Sabesp vão ser usados para refrescar os foliões, sendo dois deles para distribuir água de beber por torneira para o público.
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