O chanceler da Argentina, Gerardo Werthein, apresentou sua renúncia ao presidente Javier Milei nesta terça-feira (21), a poucos dias das eleições legislativas que definirão a nova composição do Congresso Nacional.
A saída de Werthein marca a segunda mudança no comando da diplomacia argentina desde o início do governo Milei, em dezembro de 2023.
Segundo fontes da Casa Rosada, a decisão foi tomada em comum acordo, embora tenha surpreendido parte da base governista.
Werthein, empresário e ex-embaixador em Washington, vinha enfrentando críticas internas por sua condução das relações exteriores, especialmente após declarações controversas sobre o alinhamento com os Estados Unidos e Israel.
A renúncia ocorre em um momento delicado para o governo, que busca ampliar sua representação legislativa e consolidar apoio para reformas econômicas e institucionais.
O nome do substituto ainda não foi oficialmente anunciado, mas especula-se que Diana Mondino, atual secretária de Relações Econômicas Internacionais, possa assumir interinamente o cargo.
A campanha eleitoral segue marcada por forte polarização entre os partidos tradicionais e a coalizão liberal liderada por Milei.
Analistas apontam que a saída de Werthein pode sinalizar uma reconfiguração na política externa argentina, com foco em maior pragmatismo e alinhamento comercial.
Fontes próximas ao ex-chanceler indicam que ele pretende retomar atividades no setor privado, embora não tenha descartado futuras colaborações com o governo. Até o momento, Werthein não se pronunciou publicamente sobre os motivos de sua saída.
A eleição legislativa está marcada para o próximo domingo (26), e será decisiva para o futuro das reformas propostas pelo Executivo.


