A China defendeu nesta sexta-feira, 15, a continuidade do cessar-fogo envolvendo o Irã e afirmou que o conflito “nunca deveria ter acontecido”. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês após conversa entre o presidente Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na quinta-feira, 14, em Pequim.

Segundo a emissora estatal CCTV, um porta-voz da chancelaria chinesa afirmou que a guerra “não precisa continuar” e defendeu uma solução rápida para o conflito. Para o governo chinês, o avanço das negociações pode beneficiar tanto EUA e Irã quanto os demais países da região e a economia global.

Pequim também pediu a reabertura das rotas marítimas “o mais rápido possível”, em referência às tensões no Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo. Segundo o ministério, a retomada da circulação é importante para preservar a estabilidade das cadeias globais de abastecimento e da atividade econômica internacional.

A declaração foi divulgada após Xi e Trump discutirem a guerra durante uma conversa bilateral. Segundo o governo chinês, os dois líderes trataram de “questões importantes que dizem respeito aos dois países e ao mundo”.

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Horas depois, Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One que Xi foi “categórico” ao dizer que o Irã não pode possuir armas nucleares e que o país deveria reabrir o Estreito de Ormuz. Em entrevista à Fox News, o presidente norte-americano também declarou que Xi teria se oferecido para ajudar na construção de um acordo envolvendo Teerã.

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