A conta de água e esgoto fica mais cara no estado de São Paulo a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste de 6,11% vale para os 371 municípios atendidos pela Sabesp, incluindo a capital paulista.
Este é o primeiro aumento tarifário anunciado pela companhia desde a sua privatização e vem em escassez generalizada do produto.
O índice foi autorizado pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).
Tarcísio vendeu a Sabesp a preço de banana para privilegiar seus amigos empresários e agora quem paga a conta é o povo: aumento na tarifa, falta de água em diversas regiões, água suja que chega na torneira, esse é o legado da privatização. Privatizar faz mal ao Brasil! pic.twitter.com/z80K6WgHYA
— Cantor Salgadinho (@salgadinhomusic) December 29, 2025
Segundo a agência, a mudança refere-se “exclusivamente à reposição inflacionária, sem aumento real para o consumidor”. Procurada, a Sabesp não quis se manifestar. Esse reajuste ocorre apesar de o governador Tarcísio de Freitas, em meio ao processo de desestatização da companhia, ter garantido que a conta não iria subir. Um vídeo com sua afirmação dada a um repórter da TV Globo está circulando nas redes sociais.
O cálculo de reajuste, diz a Arsesp, baseou-se no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE, acumulado em 16 meses — entre julho de 2024, mês da desestatização, e outubro de 2025. A partir de agora, as recomposições serão anuais, com base na inflação de 12 meses.
A Arsesp argumenta que o reajuste ficou 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa ainda fosse estatal. Com a atualização, a tarifa de referência para 2026 passa a ser de R$ 6,76 por metro cúbico.


