Alexandre de Moraes e a mulher Viviane: sigilos quebrados. (Reprodução)


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prisão preventiva do contador Washington Travassos de Azevedo, apontado pela Polícia Federal como um dos mandantes de um esquema de invasão e vazamento de dados fiscais. Segundo as investigações, o grupo acessou informações sigilosas de 1.819 pessoas, incluindo parentes de ministros da Corte, do TCU (Tribunal de Contas da União) e de parlamentares.

A prisão ocorreu no Rio de Janeiro e faz parte de um desdobramento de inquéritos que apuram ameaças e monitoramento ilegal de autoridades. Entre os dados acessados ilegalmente estariam os da esposa do próprio ministro Moraes.

O esquema

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De acordo com o relatório da PF que fundamentou a decisão, Azevedo atuaria como peça-chave na intermediação entre clientes interessados em informações privilegiadas e agentes com acesso aos sistemas internos da Receita Federal. O monitoramento teria ocorrido de forma sistemática entre janeiro de 2024 e o início de 2026.

“A gravidade das condutas revela uma estrutura profissional voltada para a comercialização de dados sensíveis, utilizando-se da fragilidade de sistemas de controle para emparedar autoridades públicas”, escreveu Moraes em sua decisão.