O ex-governador falou que o “Brasil é roubado pelos intocáveis que vivem na capital” e proferiu uma possível indireta ao ministro da Corte Gilmar Mendes: “O Brasil de verdade não anda em tapete vermelho nem fala português rebuscado”. Em abril, Gilmar disse que Zema fala um “dialeto próximo ao português”.
Na 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília, ele voltou a prometer que fará privatizações se for eleito. “Poupar, privatizar, não roubar e prosperar. Comigo, o governo federal vai gastar menos do que arrecada. A dívida pública vai cair, os juros também vão cair e vamos deixar de ser um País de endividados”, declarou.
Zema disse que outros dois objetivos são recuperar os territórios ocupados por organizações criminosas e combater o que chama de “intocáveis”, termo que tem usado para se referir a autoridades de Brasília, como ministros do Supremo Tribunal Federal.
Zema acenou aos prefeitos e disse que, durante seu governo em Minas, nunca diferenciou o tratamento dado a prefeitos de esquerda e de direita: “Hoje, vocês prefeitos estão sufocados. A União está rezando com o joelho dos outros. Vocês são maltratados pelas obrigações sem recursos”.


