Conforme a pesquisa, 3,28 milhões de lares na capital têm algum tipo de dívida. Em abril do ano passado, o porcentual de famílias endividadas era de 70,2%.
Para a FecomercioSP, o novo avanço reflete o impacto da inflação sobre o orçamento familiar, com os preços de alimentos e combustíveis pressionados, principalmente, pelo conflito no Oriente Médio.
Parte dos lares, comenta a entidade, passou a recorrer ao crédito para cobrir despesas do cotidiano. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida: 79,6% dos casos.
Houve um leve recuo na parcela da renda comprometida com dívidas: de 26,7% para 26,5% na passagem de março para abril. Ao mesmo tempo, o prazo médio das dívidas, que um ano atrás estava em 7,5 meses, caiu para 6,8 meses. É um indicador, segundo a FecomercioSP, de que as famílias estão buscando crédito de prazo mais curto, voltado a despesas imediatas, como alimentação e contas básicas. A renda de muitos lares não está sendo suficiente para fechar o mês, comenta a entidade.
No total, 946 mil famílias paulistanas têm alguma conta em atraso, o que representa 21% do total. Este porcentual ficou ligeiramente acima dos 20,9% de março. Do total dos lares, 9,1% declaram não ter condições de quitar as dívidas, acima dos 8,9% nesta situação em março.
A pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista.

