Duas meninas, de 7 e 10 anos, foram vítimas de um estupro coletivo ocorrido no dia 21 de abril, no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.
A Polícia Civil já identificou cinco suspeitos de participação no ataque: um homem adulto e quatro adolescentes. Até o momento, três dos jovens foram apreendidos — dois em São Paulo e um no município de Jundiaí —, enquanto o adulto e o quarto adolescente permanecem foragidos.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) com o apoio do Conselho Tutelar, ganhou celeridade após a descoberta de que os agressores filmaram os abusos.
Pelo menos cinco vídeos foram gravados e compartilhados em redes sociais, material que serviu como prova técnica crucial para a identificação dos envolvidos. Segundo as autoridades, o compartilhamento dessas imagens agrava o crime e amplia o trauma sofrido pelas vítimas, que já recebem acompanhamento médico e psicológico especializado. Por questões de segurança e preservação, uma das crianças foi encaminhada a um abrigo municipal com familiares, enquanto a outra está sob os cuidados do pai em uma cidade vizinha.
Como os quatro jovens identificados têm menos de 18 anos, eles são considerados inimputáveis pelo Código Penal e respondem por atos infracionais com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Caso as medidas mais severas sejam aplicadas, eles podem ser submetidos à internação em estabelecimentos educacionais por um período máximo de três anos. O suspeito adulto, por sua vez, responderá criminalmente perante a Justiça comum, sujeito às penas previstas para estupro de vulnerável.
A gravidade do episódio provocou uma onda de indignação na zona leste, onde moradores realizaram protestos para exigir justiça e maior policiamento. Especialistas em direitos humanos e segurança pública destacam que a ocorrência expõe a vulnerabilidade de crianças em áreas periféricas e a urgência de políticas de prevenção.
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos informou que acionou medidas emergenciais de proteção para as famílias envolvidas. Enquanto a polícia segue nas buscas pelos dois foragidos, o inquérito corre sob sigilo judicial para garantir a integridade das vítimas e a conclusão das diligências.



