Os Estados Unidos foram o único país a vetar a resolução da ONU que exigia um “cessar-fogo imediato, incondicional e permanente” em Gaza. Durante a votação no Conselho de Segurança, “14 dos 15 países-membros” apoiaram a medida, mas o veto dos EUA impediu sua aprovação.
A embaixadora interina dos EUA na ONU, Dorothy Shea, justificou o veto afirmando que a resolução “não condenava o Hamas” e “não exigia o desarmamento e retirada do grupo” de Gaza. Washington considera que um cessar-fogo nessas condições “minaria os esforços diplomáticos” e “encorajaria” o Hamas.
A crise humanitária no território palestino continua grave. Segundo autoridades médicas locais, bombardeios israelenses mataram “45 pessoas nesta quarta-feira (4)”. A ONU descreve a situação como “catastrófica”, com “restrições severas à entrada de ajuda humanitária” e risco de “fome generalizada” entre os “2 milhões de habitantes” de Gaza.
A Gaza Humanitarian Foundation (GHF), organização apoiada pelos EUA, cancelou suas operações nesta quarta-feira devido à “falta de segurança”. Hospitais locais relataram “mais de 80 mortos” e “centenas de feridos” em áreas de distribuição de alimentos nos últimos dias.
O impasse diplomático no Conselho de Segurança reflete as “divergências entre os EUA e o restante da comunidade internacional” sobre os rumos do conflito. Enquanto “Washington” defende que um cessar-fogo deve incluir “condições que enfraqueçam o Hamas”, os outros “14 países-membros” consideram que o fim imediato das hostilidades é essencial para “evitar mais perdas civis”.
A situação continua incerta, com “pressões internacionais para que Israel e Hamas cheguem a um novo acordo”, mas sem avanços concretos nas negociações. Enquanto isso, a população civil de Gaza enfrenta um cenário de “violência extrema” e “escassez de recursos básicos”.





