Brasília (DF), 10/03/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e), posa para foto após cerimônia de transmissões de cargos e posses, da ministra da secretaria de relações institucionais, Gleisi Hoffman (d) e ministro da saúde, Alexandre Padilha (Fora de quadro). Foto: Jose Cruz/Agência Brasil


A nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, disse, em seu discurso de posse no Palácio do Planalto, que chegou no governo para “somar”, “colaborar com todos os ministros” e que tem “plena consciência” do seu papel na articulação política.

A ministra, que era presidente do PT e é conhecida por seu perfil combativo e fidelidade ao presidente Lula, garantiu, em tom conciliador, que vai dialogar “com as forças políticas do Congresso e com as expressões da sociedade, suas organizações e movimento”.

“Chego para colaborar com todos os ministros e ministras que coordenam suas respectivas áreas, respeitando os espaços e competências de cada um e cada uma, sob a liderança do presidente Lula. Tenho plena consciência do meu papel, que é da articulação política”, disse a ministra.

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Ela ainda ressaltou que a política deve ser feita para “para somar, reconhecendo as diferenças, respeitando adversários, construindo alianças, cumprindo acordos legitimados no interesse maior do País e da população”.

“Ninguém faz nada sozinho. Esta é uma das distinções fundamentais entre o exercício democrático da política e os projetos autoritários de poder”, disse Gleisi.

O novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que seu foco à frente da pasta será trabalhar pela redução do tempo de espera para quem precisa de atendimento especializado no Sistema Único de Saúde.

“Chego ao ministério da saúde com uma obsessão: reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento especializado no nosso país. Todos os dias, vou trabalhar para buscar maior acesso e menor tempo de espera para quem precisa”, afirmou.

O ministro declarou que volta ao ministério “ainda mais cheio de energia do que primeira vez”. Também disse que “não há solução mágica para reduzir tempo de espera”. Padilha agradeceu a Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, pelo seu trabalho na pasta. A agora ex-ministra participou da cerimônia e agradeceu ao governo em discurso feito antes de Padilha.

“Sei do cenário de negação da ciência que Nísia encontrou ao assumir o Ministério da Saúde em 2023. Como colega de governo pude ver de perto o trabalho de perto da Nísia e de sua equipe para reconstruir políticas que o Brasil tomava como garantidas, mas que foram alvos do ódio deliberado do governo anterior”, declarou.

O novo ministro afirmou que terá “lealdade e dedicação integral” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que “nada deixa mais feliz um médico do que ser pela segunda vez ministro da Saúde”.

“Presidente, pode contar mais uma vez com a lealdade e dedicação integral até o último segundo que me honrar com essa missão de ser ministro da Saúde do nosso País”, afirmou o ministro.

Ele, que já ocupou a pasta de 2011 a 2014, substitui Nísia Trindade. A Secretaria de Relações Institucionais, que era ocupada por Padilha, será comandada, a partir de agora, por Gleisi Hoffmann, que também tomou posse nesta segunda-feira. A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, estava lotada com autoridades e convidados presentes.