
A TV, os jornais e os portais de notícias da Alemanha estão dando grande destaque e realizando intensos debates ao longo desta terça-feira (21/01) sobre o gesto polêmico feito pelo bilionário da tecnologia Elon Musk durante a solenidade de posse do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, ontem.
Segundo a DW (Deutsche Welle), emissora pública de rádio e televisão internacional alemã, as imagens causaram grande impacto no país.
Na solenidade de ontem, em Washington, na posse de Trump, o dono do X, da Tesla (automóveis elétricos) e da Space X, que produz foguetes espaciais e satélites, discursou, agradeceu aos apoiadores do presidente republicano, colocou a mão direita sobre o coração e rapidamente a estendeu para cima. Para o público alemão, o gesto foi tomado como uma saudação nazista.
“Meu coração está com vocês”, disse Musk, antes de repetir o aceno uma segunda vez.
Em quase todo o mundo, o público teve essa mesma percepção de que Musk teria feito um gesto nazista.
Segundo a DW, na Alemanha fazer um gesto com o braço direito estendido com a palma da mão voltada para baixo é proibido. A ação pode gerar multa ou até cinco anos de prisão, principalmente, mas se acompanhada das palavras “Heil Hitler” (“Salve Hitler”) ou “Sieg Heil” (“salve a vitória”).
A legislação alemã considera ainda como equivalente as saudações que forem “confusamente semelhantes” aos símbolos nazistas.
Os jornais Sueddeutsche Zeitung e o Frankfurter Allgemeine afirmaram na edição desta terça-feira que Musk, conselheiro do presidente Trump, “causou alvoroço” ao fazer o “gesto semelhante à saudação de Hitler”.
Elon Musk se defendeu das acusações de que teria feito a “saudação nazista” durante discurso. Ele alega que a controvérsia que seguiu com o gesto como “um ataque batido”. “Francamente, eles precisam melhorar os truques sujos. O ataque de ‘todo mundo é Hitler’ está tão batido”, escreveu Musk, no X, sua rede social.




