Trabalhadores do Sistema Petrobras iniciaram, à meia-noite desta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado, após rejeitarem a segunda proposta da estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O movimento, coordenado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), já provoca paralisações em plataformas, terminais e refinarias em diferentes estados.
Segundo a FUP, a mobilização começou forte na madrugada, com a entrega da operação das plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa. No Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, 100% da operação aderiu à greve.
Pela manhã, trabalhadores de seis refinarias também cruzaram os braços e não realizaram o revezamento de turno das 7h. Até o momento, estão sem troca nos grupos de turno as unidades Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR).
A decisão pela paralisação ocorreu após a rejeição da contraproposta apresentada pela Petrobras em 9 de dezembro. Os sindicatos afirmam que o texto não avança nos três pontos centrais das negociações:
solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que afetam aposentados e pensionistas;
melhorias no plano de cargos e salários, com recomposição sem mecanismos de ajuste fiscal;
defesa da pauta pelo Brasil Soberano, que reivindica a manutenção da Petrobras como empresa pública e estratégica para o fortalecimento nacional.
De acordo com a FUP, além de não apresentar respostas conclusivas sobre os PEDs — tema discutido há quase três anos com o governo e entidades de participantes —, a estatal também não ofereceu soluções consistentes para outras pendências acumuladas ao longo das negociações.
Posição da Petrobras
Em nota, a Petrobras confirmou manifestações em suas unidades, mas afirmou que não há impacto na produção de petróleo e derivados. A companhia informou ter adotado medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e assegurar o abastecimento ao mercado.
“A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas”, declarou.
A estatal acrescentou que segue empenhada em concluir o acordo na mesa de negociações com os representantes da categoria.




